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  • Ascom Sintesam

SEGURANÇA NA UFAM: IMPASSE COM A PM CONTINUA; JOGOS DA COPA IMPEDEM NOVOS ASSALTOS

Em reunião com a prefeitura do campus no dia 25/11, alunos relatavam média de 3 assaltos dentro de ônibus por dia na Ufam; hoje, enquanto Polícia Militar continua sem entrar na universidade, pontos facultativos da Copa do Mundo diminuem o índice das ações criminosas


Polícia Militar não passa da entrada do campus (foto: divulgação - Ufam)


Jogos do Brasil na Copa do Mundo têm encerrado o expediente na Universidade Federal do Amazonas (Ufam) mais cedo, em obediência à Portaria 2.237 de 2 de dezembro, expedida pela Administração Superior da Ufam. No jogo das oitavas de final contra a seleção da Coreia do Sul, por exemplo, o expediente terminou às 13h. E o documento já adianta que será assim conforme o avançar do Brasil no Mundial. A rotina, que teve início no primeiro jogo da seleção brasileira, deixou o campus sem notícias de novos assaltos nas últimas semanas.


Preocupa que a ausência de ocorrências não seja fruto de uma estratégia de segurança, mas sim do esvaziamento da universidade. Mesmo com recentes pedidos de centenas de alunos para a entrada da Polícia Militar, o comandante geral da PM, Coronel Vinícius Almeida, já tornou público em falas recentes que a competência da segurança dentro do campus é da Polícia Federal.


"A cobrança sempre recai para a Polícia Militar, mas ali a responsabilidade é da Polícia Federal. Quem tem que ser cobrado naquela região é a Polícia Federal, que tem que botar o policiamento lá dentro. No passado, a Polícia Militar tentou fazer o policiamento lá dentro e a própria Ufam fez uma representação junto ao Ministério Público Federal e o MPF trabalhou para que a PM não atuasse lá dentro. Ali não é responsabilidade do Estado do Amazonas. É do Governo Federal", disse o comandante, em entrevista à CBN Amazônia.


Por conta desse entendimento, as viaturas da PM ocupam apenas a frente da universidade, sem passar da entrada. O policiamento no entorno daquela região do Coroado também é feito normalmente pela Polícia militar.


Nesta terça-feira, 06/12, a pedido da Ufam, o reitor Sylvio Puga reuniu com a Polícia Militar e Polícia Federal para debater segurança no entorno e dentro do campus universitário, conforme publicado pela assessoria da universidade no Facebook.


Em 25 de novembro, a prefeitura do campus, a Comissão Interna para a Segurança Institucional e a terceirizada Amazon Security realizaram uma audiência pública para tratar do problema dos assaltos que se tornaram constantes e diários em ônibus utilizados por alunos da Ufam.


Reunião sobre segurança no campus da Ufam, em 25/11 (foto: Sintesam)


Desmonte em cargos administrativos


O Sintesam, que esteve representado na reunião por membros da direção, lembrou as autoridades universitárias sobre as dificuldades de orçamento já enfrentada por técnicos concursados do setor de segurança. Os poucos representantes da área, que coordenam os terceirizados, concordaram.


Desde 2017, o então presidente Michel Temer promoveu alterações nos planos de carreira de técnicos administrativos das universidades, desfavorecendo principalmente cargos que exigem o ensino fundamental e médio, como agentes de limpeza e da segurança. A contratação de terceirizados tem sido priorizada em todo o Brasil - o que não foi diferente na Ufam.


A empresa Amazon Security é responsável pela vigilância patrimonial no campus e fez questão de esclarecer que os profissionais privados atuam de maneira diferente da utilizada por agentes da segurança pública. Além de não poderem adentrar em ônibus, ao avistar uma ocorrência, os vigilantes, por lei, não podem enfrentar diretamente um potencial suspeito, muito menos com arma de fogo. A orientação é que se use o apito, tanto para tentar afastar quem esteja envolvido com a ocorrência quanto para avisar a central de segurança e outros colegas. A função principal do vigilante é, na realidade, observar. Age-se em último caso.


A função da segurança privada foi repassada aos presentes durante a reunião do dia 25/11, e revoltou parte de quem assistia à audiência, entre alunos e professores. Os roubos que ocorreram no último mês foram praticados com uso de arma de fogo ou arma branca - e os criminosos claramente se aproveitam da falta de segurança da Ufam para entrar no campus, nos ônibus e para escapar.


Os números assustam. São apenas duas viaturas e uma motocicleta para fazer rondas em 6,7 milhões de metros quadrados de campus. A Ufam, no bairro Coroado, Zona Leste de Manaus, é o maior fragmento verde em área urbana do Brasil (terceiro do mundo). Efetivamente, em revezamento de turnos de doze horas, pouco mais de vinte vigilantes trabalham em toda a área.


Duas semanas depois da reunião, nenhuma medida diferente do que já se fazia foi tomada, e a briga de competência para a segurança dentro do campus continua.


O Sintesam está atento à importância do debate e, quando tiver ciência de propostas concretas - se for o caso da reunião de hoje da reitoria com PM E PF, colocará em discussão para a base. O tema é delicado, obviamente, a técnicos e professores, além dos alunos.


Expedientes reduzidos deverão ser compensados


Ainda sobre a portaria da Ufam que trata do expediente em dias de jogo do Brasil, o documento determina "que as horas não trabalhadas devem ser compensadas do dia 1º de dezembro de 2022 até dia 31 de maio de 2023. As normas, facultativas, são válidas para todos os servidores e empregados públicos, incluindo contratados temporários e estagiários.

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